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Sua Consultoria Financeira será uma IA. Será?

Atualizado: 21 de fev.

Muito antes do advento da IA, já era possível contratar serviços técnicos e software suficientes para fornecer informações sobre histórico de entradas e gastos diários, apontando maneiras de otimizar as finanças empresariais. Acompanhar o progresso financeiro da empresa, receber notificações em tempo real acerca de posição de capital de giro e estoque por exemplo, já havia e, aliás, está plenamente disponível em diversos sistemas de ERP no País.


No entanto, um novo cenário começa a ser ‘descortinado’ com a profusão de ferramentas de IA. Estamos nos referindo aos dispositivos de IA capazes de dar aconselhamento instantâneo. Não se trata de uma sistemática de notificações em tempo real, mas sim de um dispositivo inteligente capaz de assumir um papel praticamente consultivo.


Hoje com o avanço da tecnologia blockchain, um Gerente Financeiro ou um CFO já consegue conectar-se diretamente com especialistas financeiros de todo o mundo. E as plataformas integradas e garantidas pelo blockchain irão selecionar o advisor que melhor atender ao perfil do gestor financeiro e às necessidades específicas da empresa. Estes tipos de relacionamento continuarão a evoluir e serão facilitados pelo blockchain, dando suporte aos “Smart Contracts” executados automaticamente quando as condições pré-definidas e acordadas se encontrarem atendidas.



É plenamente concebível que no futuro vejamos a ascensão de serviços de consultoria financeira descentralizados, fundamentados em blockchain. Hoje já se percebe em alguns Países uma adoção gradual de plataformas de finanças descentralizadas (DeFi) que, no conceito de acesso aberto e igualitário, chegam a oferecer operações de crédito, operações estas apoiadas sobre blockchain e elaboradas mediante “Smart Contracts”.


Naturalmente que órgãos reguladores já estão imersos em debates sobre a concepção de normas e regulamentações destinadas a nortear a consultoria financeira exercida por meio da inteligência artificial (IA). As normativas já em discussão provavelmente irão recair sobre duas preocupações centrais:


  • Transparência: Normativas irão prescrever as formas de se assegurar transparência no emprego da IA na consultoria financeira, garantindo que as empresas compreendam o processo decisório algorítmico e os critérios considerados.

  • Responsabilidade: Diretrizes irão atribuir responsabilidades claras sobre as decisões tomadas pela IA, incluindo o processo supervisório e a extensão de responsabilidade de uma entidade humana.


Neste breve insight o que temos é a compreensão de que alguns elementos da consultoria financeira podem, em um horizonte de curto-médio prazo, serem automatizados por meio de algoritmos e contratos inteligentes. A adoção destes mecanismos, no entanto, irá depender muito do perfil do Gerente Financeiro ou do CFO, disposto ou não a compartilhar com um dispositivo de IA, o acesso aos dados financeiros da empresa, padrões de receitas, aplicações dos recursos etc.


Outro aspecto que pode deixar parte do processo consultivo “humanizado”, é que diversos advisors já se apoiam em sofisticadas tecnologias de análise de dados para então fornecer recomendações e estratégias que são personalizadas não apenas pelo data mining e pelo BI que servem de suporte àquela consultoria financeira, mas sobretudo pela experiência setorial e reputação do time de consultores e sócios dessas consultorias.


Ao menos neste momento, o que parece ser o “melhor dos mundos” é ter uma percepção híbrida, onde a consultoria financeira irá cada vez mais se moldar em inteligência artificial (IA) utilizando algoritmos avançados para que o advisor, por sua vez, desenvolva análises acuradas e recomendações assertivas no processo de tomada de decisões financeiras.


Fale conosco em sac@logike.com


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